À espera do iPhone 3G, desenvolvedora desenha soluções
por Haline Mayra
16/07/2008
FingerTips prepara aplicações para o mercado publicitário e corporativo para transformar iPhone em ferramenta de trabalho
Com chegada ao mercado propositalmente na data em que foi feita a primeira venda de iPhones 3G no mundo (11/07/08), a desenvolvedora FingerTips abre suas portas, com a proposta de fazer do aparelho - além de todas as funções que já reúne - um meio de melhoria na produtividade empresarial e até mesmo um novo formato de informação publicitária.
A idéia surgiu quando três apaixonados pelo aparelho uniram suas expertises profissionais com o desejo de tornar o alvo de sua paixão um objeto de negócios. Do sonho à realidade, menos de um mês se passou, até que os executivos da consultoria de marketing Unimark/Longo e da PodCastingBrasil - produtora de podcasts e conteúdo multimídia para empresas - criassem uma joint-venture e inaugurassem a FingerTips.
Raul Ferreira, diretor-geral da nova empresa, conta que já há três projetos engatilhados, sendo dois com agências de marketing - para a elaboração de peças específicas no padrão iPhone 3G - e um na área corporativa.
“Automação da força de vendas é uma das aplicações possíveis para usar o iPhone como ferramenta de trabalho. Ele traz recursos não necessariamente novos, mas o segredo dele está na facilidade de uso e no encantamento que ele traz”, argumenta o executivo. Ele aponta também para a facilidade de conexão à internet como um diferencial às ofertas hoje disponíveis.
À revelia das opiniões do mercado - que apontam para preços nada baixos para o aparelho no Brasil - Raul aposta que as grandes empresas podem conquistar condições favoráveis de valores junto às operadoras, dependendo da quantidade de iPhones.
Com três sócios e 10 funcionários, entre administrativo e desenvolvedores, a FingerTips já está com programas no forno, à espera da chegada do aparelho. “Estou apostando que em meados de agosto ou setembro ele deve chegar”, anima-se Ferreira. As ofertas vão desde peças, jogos e filmes, a módulos de produtividade compatíveis com ferramentas de gestão dos futuros clientes.
Enquanto aguarda o desembarque da sensação no País, Ferreira e seus sócios andam em busca de parcerias com agências de publicidades, desenvolvedores independentes e canais de indicação de negócios. “Ainda não há nada pronto e não temos o produto em mãos, mas a demanda já existe”, completa o executivo, sem precisar as metas iniciais de negócios da marca.





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