Visando lançar novidades para sua linha de iPods e também para outros produtos digitais ligados ao iTunes, a Apple realizou ontem um novo evento focado em música, que indiretamente também foi palco para notícias ligadas à plataforma iOS. Os planos da empresa para o futuro do seu sistema móvel podem ser muito apreciados, já que uma das principais novidades reveladas ontem foi um novo iPod touch que se aproxima ainda mais do iPhone.

Desde o seu segundo lançamento em 2008, o iPod touch sempre foi visto como o produto mais acessível para a enorme gama de possibilidades que o iOS e os aplicativos da App Store podem oferecer no cumprimento de tarefas empresariais (incluindo várias de caráter crítico), entretenimento e estratégias de marketing. Muitos o caracterizam como um iPhone sem celular, de forma que estimular o seu uso pode ser algo bem mais acessível para empresas do que adquirir smartphones sem a necessidade de uso dos pacotes de telefonia.
Para que isso seja afirmado na prática, cada grande inovação do iPhone 4 foi portada para o novo iPod touch:
- O processador Apple A4 acelera qualquer tarefa desempenhada por aplicativos na plataforma iOS, independentemente do fato de estar ligada a aplicativos de produtividade ou alto processamento gráfico. Ele também habilita um sistema de multitarefa muito eficiente entre múltiplos apps, de forma que usuários podem gerenciar informações em múltiplos locais com o máximo de naturalidade possível.
- Com uma resolução quatro vezes maior que a da tela usada em iPhones e iPods touch passados, o Retina Display oferece muito mais detalhes na leitura de textos, visualização de imagens complexas e acesso a vídeos;
- Novos sensores de movimento como o giroscópio oferecem controles aprimorados para jogos, além de proporcionar melhorias na manipulação de apps de realidade aumentada, uma tecnologia que ainda possui muito a evoluir na oferta de recursos relevantes aos usuários com base em sua localização e no que podem focalizar com câmeras de vídeo.
- Falando em câmeras, os novos iPhone e iPod touch oferecem duas delas. Além da possibilidade de filmagens e fotografias em alta definição, os usuários podem se comunicar de forma muito mais produtiva com a função FaceTime, que oferece vídeo-chamadas via Wi-Fi sem complicações.
Além do novo iPod touch com recursos do iPhone 4, os usuários do iPad no Brasil terão muito mais a aproveitar na tablet com a atualização para iOS 4, que chegará ao dispositivo em novembro. A nova geração de aplicativos para usuários finais será enriquecida com a possibilidade de eles operarem em segundo plano, o que permite a realização de múltiplas atividades com maior facilidade e rapidez.
Usuários corporativos poderão contar com maior suporte empresarial para gerenciamento global de aparelhos e também poderão migrar para serviços como o Microsoft Exchange 2010, aumentando a qualidade dos seus sistemas de comunicação. Além disso, apps para o iOS também poderão se comunicar com impressoras em Macs e PCs para a impressão de documentos de forma intuitiva, dispensando até mesmo a instalação de drivers.
Hoje em dia já é comum ver centenas de modelos de veículos diferentes preparados para o uso de iPods touch e iPhones em diversas aplicações, desde o controle de sistemas se som até o uso deles como aparelhos de navegação. No entanto, conforme o suporte a essas tecnologias tornou-se popular em muitas montadoras e revendas de automóveis, algumas empresas já começaram a ver os smartphones modernos como algo além de um opcional para eles, montando estratégias para o seu uso corporativo em áreas como pontos de venda.

Esse cenário representa a atual estratégia da JM Family no mercado, formada por um grupo de empresas multi-nacionais que representam marcas renomadas de automóveis de luxo, incluindo Toyota e Lexus. Com a popularização do iPhone, elas estão adotando os seus recursos para a tomada de decisões em seus negócios e também no nível operacional, onde possuem acesso a soluções de comunicação corporativa fornecida da Microsoft e trabalham com apps desenvolvidos sob medida, tirando proveito da enorme variedade de recursos do iOS para segurança de dados.
De acordo com o CTO da JM Family, Rajeev Ravindran, a plataforma móvel da Apple abriu espaço para a empresa pensar em tecnologia de uma maneira diferente, trazendo recursos mais críticos das suas operações no nível móvel. “Com o iPhone e seus aplicativos, estamos em parceria para impulsionar nossos negócios em diferentes áreas”, conta.
Embora representem plataformas móveis que concorrem pela atenção de milhares de desenvolvedores de aplicativos, a App Store e o Android Market possuem diferenças notáveis na sua formação, conforme mostra uma pesquisa feita neste mês pela Royal Pingdom. Com mais de 250 mil apps disponíveis, a loja da Apple é composta por uma grande quantidade de produtos pagos (70%), enquanto a galeria do Google possui muito mais itens gratuitos para download (65%).

Diversas afirmações podem justificar esse cenário das duas lojas, mas um dos fatores que fazem do Android Market um espaço com menos apps pagos é a própria abrangência dos sistemas de pagamentos do Google, disponíveis em apenas 13 países. Já a Apple oferece um espaço de concorrência mais acirrado e lucrativo para desenvolvedores de softwares pagos, contando com lojas em mais de 80 países.
Por outro lado, entendemos que essa proporção a favor dos apps pagos na App Store indica a valorização dos aplicativos junto aos seus usuários. Esse raciocínio valida uma das estratégias mais usadas por grandes empresas presentes nas plataformas móveis da Apple: a entrega de conteúdo e utilitários gratuitos, como um presente aos seus usuários, com patrocínio ou assinatura de grandes marcas.
Via: MacMagazine.
A Comissão Europeia fez parte de uma notícia recente da Reuters sobre um estudo que teria conduzido com as principais plataformas móveis, para determinar qual delas seria a melhor preferência dos seus empregados. Cerca de 32 mil pessoas trabalham para o órgão governamental, e poderão ganhar novos smartphones caso ele queira migrar para uma nova plataforma móvel.

Os smartphones da Apple e da HTC foram considerados os “preferidos” da Comissão Europeia, graças ao fato de que são fáceis de se adaptar à infra-estrutura mantida por ela, além da segurança e possibilidades de inovação.
Há alguns anos, ela já usa PDAs feitos sob medida, mas os benefícios trazidos pelos smartphones mais recentes já permite que sejam substituídos. Também é possível construir aplicativos que orientem funcionários da Comissão em outros tipos de tarefas, a depender de suas necessidades.
Via: MacMagazine.
A Nielsen publicou hoje os resultados de um estudo envolvendo as principais plataformas móveis, que analisou o volume de vendas e o valor dado por usuários com base em números dos Estados Unidos. Em cada um desses aspectos, Google e Apple se destacaram novamente em relação a outros concorrentes.

Em volume de vendas, o Android ganhou muito percentual do mercado nos últimos meses, e agora está maior que o iPhone nos Estados Unidos, com 27%. Já o smartphone da Apple possui alto nível de aprovação, que domina a sua atual base de usuários (89%).
Via: MacMagazine.