Existe um velho (porém pouco discutido no passado) impasse entre a Apple e a Adobe sobre a presença do Flash no iPhone OS, que já foi barrado pela Apple tanto sob a forma de um plugin para a sua versão do navegador Safari, quanto sob a forma de aplicativos criados por meio de uma série de ambientes de desenvolvimento fora do SDK oficial. Ambas as empresas começaram a expor suas opiniões oficiais sobre o assunto recentemente, sendo a resposta da Adobe focada na sua tradicional dominação da web no desktop quanto a conteúdo multimídia, incluindo vídeos.
A Apple diz que os usuários de iPhone OS não perdem muito vídeo em relação a plataformas que suportam Flash, e com razão: para elas, o Flash muitas vezes não vai além de uma mecanismo que possibilita a transmissão do vídeo e a medição de audiência. Mas a maior parte desse conteúdo é codificada com tecnologias suportadas pelo iPhone OS por trás dos players interativos, conforme mostram dados recentes da Encoding.com, que trabalhou no processamento de vídeos de vários sites populares, incluindo MySpace, Brightcove, Nokia e MTV Network.
Some isso aos vários provedores de conteúdos para iPhones, iPods touch e iPads e você possui uma enorme variedade de vídeos ao acesso de usuários finais. A verdade é que eles não perdem com a falta de Flash, e sim ganham, pois aos poucos o mercado profissional está se adaptando a um mundo sem essa tecnologia, onde vídeos são reproduzidos com enorme eficiência energética e aplicativos são estritamente adaptados à plataforma móvel da Apple. Esses são fatos; não há mais argumentos que podem contrariar isso.
Via: MacMagazine.

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